Assistentes sociais sem tempo para chorar Pedrógão Grande

N.D.R.: Este artigo de opinião é assinado por Maria Emília Santos, candidata do CPC em 2017 à Assembleia Municipal de Coimbra e foi publicado originalmente e pode ser lido na edição d’As Beiras de 24 de Junho de 2017.

 

Estão mobilizados Assistentes Sociais de todos os Serviços de Protecção da área de Pedrógão Grande e da Região Centro: Assistentes Sociais da Saúde, Segurança Social, Autarquias, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e Assistentes Sociais voluntários no desemprego, entre outros.
Estão em stresse os Assistentes Sociais que dão suporte às vítimas porque são poucos nos serviços a que pertencem. As admissões na administração pública são escassas ou inexistentes em muitos serviços, e há muitos anos, muito embora os problemas sociais cresçam numa escala importante. Sabemos que os Assistentes Sociais que estão em campo honram todos os princípios éticos da profissão para ajudarem a levantar as pessoas sobreviventes das “cinzas”. Pelos direitos humanos, os Assistentes Sociais, no momento, galgam para alcançarem o impossível.
A natureza pluridisciplinar e multifacetada do trabalho dos Assistentes Sociais a intervirem em situações limite desta natureza na condição humana exige, destes profissionais, um esforço que leva a que muitos sintam que se superam nas suas forças, pelo que têm que cuidar/alcançar em benefício das vítimas: comida, medicamentos, roupa, abrigo, afecto…
Dada a especificidade desta profissão, a Associação de Profissionais de Serviço Social- Delegação Regional do Centro (DRC-APSS) encontra-se absolutamente disponível para dar suporte informativo e emocional aos colegas que têm que responder às exigências desta catástrofe, lutando por encontrar/oferecer alento às pessoas sobreviventes no sofrimento.
A Associação de Profissionais de Serviço Social (APSS) está também preocupada com pessoas que possam estar a usar o título de Assistentes Sociais para se aproximarem das vítimas, conforme noticiou o Expresso. Alertamos para a necessidade dos Assistentes Sociais usarem a identificação dos serviços a que pertencem, uma vez que a APSS ainda não possui o recenseamento dos Assistentes Sociais em Portugal, tratando-se de um processo que haverá de acontecer no âmbito da criação da ORDEM dos Assistentes Sociais.

“Lado a lado
os bambus crescem e vergam
sem quebrar”
(David Rodrigues, in RESPIRAR 101 Haiku, 2008, Corpos Editora)

Abraço associativo
Maria Emília Santos

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