Plenário Cidadão- pensar Coimbra, pensar o CPC

Decorreu no último sábado, 4 de fevereiro, mais um Plenário Cidadão do CPC. Tal como todos os Plenários do CPC, este foi aberto a todos os cidadãos e todas as cidadãs de Coimbra.

Este Plenário Cidadão revestia-se de particular importância, dada a decisão, tomada nas Jornadas de Novembro de 2016, de o Movimento Cidadãos por Coimbra se  candidatar nas próximas eleições autárquicas. Assim sendo, a agenda do Plenário dividia-se em duas partes fundamentais: debate das condições e propostas políticas que deverão guiar o CPC até às próximas eleições e definição da metodologia e calendário visando a candidatura.

Com cerca de 90 participantes o plenário contou com um elevado número de intervenções que esboçaram as linhas gerais que deverão conduzir o CPC até às eleições, reflectiram criticamente sobre este primeiro mandato e analisaram a conjuntura política e económica municipal, nacional e internacional.

Do muito que foi dito destacamos:

A proposta para uma candidatura cidadã sustentada em quatro baluartes:  a) uma Coimbra desenvolvida, criadora de emprego, industrial, a ocupar um lugar importante no país e que não se resigne a um destino subalterno; b) uma democracia local de alta qualidade; c) uma cidade coesa internamente, culta, inclusiva; d) uma cidade detentora de um urbanismo de qualidade.

Salientou-se que a intervenção da autarquia na área da educação deverá fundamentar-se numa ideia ampla de educação como formação para a cidadania, em articulação com as escolas e no respeito da autonomia destas, mas privilegiando o princípio do fortalecimento do sentido de comunidade.

Afirmou-se a centralidade da cultura numa ideia de cidade reconhecendo que a cultura é um instrumento imprescindível para construir uma comunidade aberta, plural, humanista, igual e democrática.

A certeza de que de que um município amigo dos cidadãos e que se preze a si próprio deve ter um especial cuidado com o seu centro urbano, concretizando estratégias que favoreçam a fixação de residentes nesses espaços, tornando-o muito mais denso e vivo do que hoje é. Essas estratégias terão que incluir modos de facilitar a mobilidade pedonal, em bicicleta e em transportes públicos motorizados, em detrimento de veículos a motor particulares.

A certeza de que para incluir é preciso ouvir, ouvir os grupos de cidadãos, as associações de moradores, desportivas, culturais…

A urgência de dar lugar aos jovens e de proporcionar as condições para que, após os seus estudos, se possam fixar em Coimbra.

Reconhecer que a conjuntura nacional e internacional de 2017 é muito diferente da de 2017, realçando o crescimento em importância do turismo como motor da economia e cultura de uma cidade como Coimbra.

A consciência de que a inexistência do CPC, nestes últimos três anos, pesem as enormes dificuldades que se puseram aos nossos representantes, teria acarretado enormes prejuízos para a cidade.

A necessidade de criar hoje, no seio do CPC, mais movimento, mais consistente, mais lato, ouvindo-nos mais uns aos outros. Reforçar e reivindicar o pelouro que informalmente o CPC assumiu, o da participação cidadã.

A necessidade da persecução da paridade de género em todos os órgãos do movimento e na constituição das listas de candidatos e candidatas às eleições.

Do que aqui se resumiu, da grande qualidade das intervenções, do elevado número de participantes, se conclui que Coimbra pode contar com o CPC; que o CPC constitui uma verdadeira alternativa à atual Governação.

 

Porque Coimbra merece.

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