PLENÁRIO do CPC

Depois de um arrepio inicial perante uma comparência mais fraca do que o habitual, o encontro aqueceu e foi mais um exercício exemplar de participação cidadã, que reafirmou o CPC como um movimento de causas.

A primeira causa em destaque foi a da “Via Central”. Depois de uma análise e de balanço da ação, cruzando-se pensamentos e sentimentos diferentes, e até divergentes, ficaram vincados três aspetos principais:
a ação foi difícil, mas absolutamente necessária e eficaz, na medida em que enfrentou e impediu o habitual despotismo e a gestão canhestra, que vão riscando e rasgando sem rumo as possibilidades de desenvolvimento da cidade e do concelho; o assunto saiu à rua, ecoou no País e o Presidente precisou de vir à liça!
a ação não está encerrada, porque urge estar atento e continuar a vigiar e a regular as estratégias e decisões que os grandes painéis podem esconder;
a ação dos eleitos do CPC é a marca de referência do debate autárquico que, pela sua qualidade e liberdade, contrasta com o baixo nível da intervenção das outras forças políticas, que chega à indignidade da diminuição e da ofensa pessoal.
Uma segunda causa foi acordada como prioritária, tendo em conta o seu relevo no projeto de candidatura do Movimento e agora o seu agendamento parcial pela gestão autárquica – o Rio e a Cidade. Havendo dentro do Movimento um grupo com esta causa, serão planeadas ações que revelem a importância deste eixo no desenvolvimento local, não confinado à extração de areias ou à instalação de um repuxo no Mondego.
Uma terceira causa a elevar será a dos transportes, desafiando interesses instalados e forças de bloqueio, em torno dos SMTUC ou da Metro Mondego, obrigando ao planeamento inteligente de uma rede eficiente de transportes públicos.
Foram ainda levantadas mais duas causas transversais:
A articulação com outros movimentos cívicos no sentido de propor alterações à legislação, que faz discriminação negativa em muitos aspetos, relativamente aos partidos políticos, tornando a sua ação muito mais difícil – o número de assinaturas para as candidaturas ou as regras de gestão do financiamento decorrente da votação, por exemplo;
A organização de um conjunto de ações de reflexão e discussão sobre o poder autárquico, fora do vulgar enlevo e satisfação acrítica, que se produz a partir de eventos institucionais (como aquele que se prevê acontecer na cidade no último trimestre), dando conta e contas dos traços menos democráticos e mais prejudiciais do interesse público, tantas vezes ecoados na comunicação social, mas sempre tratados como casos individuais.

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