O projecto “Via Central” na Imprensa

Ontem, 12 de Maio, o CPC deu uma conferência de imprensa para divulgar a deliberação do seu Plenário em relação ao “projecto Via Central” .

O jornal “Campeão das Províncias” esteve lá.

 

O movimento Cidadãos por Coimbra (CpC) quer fazer depender a construção da via Central (ligação da avenida de Fernão de Magalhães à rua da Sofia) do desfecho de uma consulta popular e fará a apologia do “não” num eventual referendo.

A aprovação do projecto da obra, por parte da Câmara Municipal, ocorreu com o voto desfavorável do vereador de CpC e com a abstenção do da CDU.

O movimento reuniu-se, ontem (11), em plenário, para aprovação de “formas de acção” destinadas “a impedir” que a autarquia concretize a intenção.

CpC mandatou os seus autarcas com assento na Assembleia Municipal (AM) para realizarem “todas as diligências” indispensáveis à elaboração de um projecto de consulta popular.

Quatro membros da AM vão, por conseguinte, abordar as demais forças políticas representadas naquela autarquia (PS, CDU, a coligação formada por PSD, PPM e MPT e um eleito do CDS/PP).

A ideia consiste em haver um projecto para accionar o instituto do referendo redigido até ao final deste mês, cabendo à AM deliberar.

Interpelado pelo “Campeão”, o vereador José Augusto Ferreira da Silva considerou não ser de estranhar que o PS (possuidor de maioria relativa) “reaja de maneira adversa”. Ainda assim, opinou que o movimento tem “bons argumentos” em abono da realização de uma consulta popular.

Para CpC, trata-se tão-só do “esventramento dos tecidos urbanos medievais mais sensíveis e mais centrais”, sendo a infra-estrutura indiferente à “ancestral área urbana reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade”.

A avaliar pelo projecto, a via Central deverá ter cinco metros de largura, suficientes para permitir a circulação automóvel e capazes de proporcionar espaço adicional para cargas e descargas.

De acordo com o movimento, uma recente deliberação camarária, “ao invés de, como invoca, ter em vista a reabilitação urbana”, limita-se à “banalização do trânsito automóvel”.

A “passagem de Metro de superfície deve constituir a única razão para qualquer eventual demolição” na «Baixa» de Coimbra, “restringindo-se [ela] ao mínimo absolutamente necessário e sempre com base em projecto global”, advoga CpC.

“Se o presidente da Câmara já sabe que não vai haver Metro” (eléctrico ligeiro de superfície), entre a «Baixa» e o Centro Hospitalar Universitário (CHUC), deve reconhecer isso publicamente, advertiu, em conferência de Imprensa, o autarca José António Bandeirinha.

José António, arquitecto, que faz um apelo ao “bom senso”, entende que o instituto do referendo deve servir para “fomentar a reflexão”.

“Não se pode dar carta branca” para algo que, pelo menos por ora, “não se prefigura como sendo mais do que um buraco”, opinou Bandeirinha.

Ao rotular o projecto de insólito, o líder da bancada de CpC na Assembleia Municipal de Coimbra, José Reis, considerou ser “a respeitabilidade” do aglomerado urbano que é “posta em causa”.

A consulta popular é um apelo aos munícipes no sentido de acordarem para a forma como é exercido o governo da cidade”, afirmou José Reis, ex-governante, professor universitário e antigo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

Para Ferreira da Silva, advogado, é uma mistificação alegar que os opositores do projecto da via Central são adversos à reabilitação urbana. “Insistir nessa tese é fazer demagogia”, sublinhou o vereador.

CpC reitera o seu “empenho no processo de concretização de um sistema de Metro ligeiro de superfície”, assente numa solução em carris que ligue Serpins (Lousã) à estação ferroviária de Coimbra – B e ao CHUC.

Quanto ao miolo citadino, o movimento insiste com “empenho na reabilitação capaz de garantir a regeneração de todo o tecido urbano destruído, com vista a promover a habitação, o lazer, o turismo e o comércio local”.

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