Presos Políticos em Angola: declaração do vereador do CPC*

As circunstâncias e os alegados motivos da prisão dos 17 ativistas angolanos deixaram nos democratas uma forte indignação. O único “ crime “ que os ativistas estavam a cometer no momento da prisão era o de se reunirem para debaterem a democracia em Angola. As atoardas divulgadas pelo regime não passaram disso mesmo. Quem viveu e conheceu o que se passou no regime fascista em Portugal sabe bem o que isso é.

O julgamento, para quem foi acompanhando o que dele era divulgado, não passou de mais uma farsa montada pelo regime. Incapaz de provar qualquer crime, que nunca existiu, o procurador alterou, à última hora, a acusação imputando aos ativistas o facto de pertencerem a uma pretensa “associação de malfeitores”, por acontecimentos ocorridos durante o próprio julgamento, para permitir a condenação a penas pesadas, como aconteceu. A farsa atingiu, assim, todo o seu esplendor.

Tais condenações, nas circunstâncias e pelos motivos que as determinaram, deveriam merecer de todos os democratas portugueses um veemente repúdio. Porém, a maioria da Assembleia da República, com o argumento hipócrita da “ não ingerência na política interna de outro país”, ou seja, numa vergonhosa subserviência aos interesses do regime de José Eduardo dos Santos e Cª, votou contra a moção ali apresentada.

O que não pode deixar de merecer a mais profunda indignação, que aqui quero expressar para que conste.”

 

*proferida na reunião da CMC de 4 de Abril de 2016

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