Uma reunião camarária profundamente esclarecedora…

O vereador José Augusto Ferreira da Silva escreve sobre a reunião do Executivo para aprovação da “Proposta de programação para o Convento S. Francisco – projeto artístico cultural – 2º trimestre de 2016 (abril, maio e junho)” e explica o porquê de nos termos abstido. E anuncia que “não abdicaremos, como deixámos claro, de lutar pela definição estratégica e por que a programação e a gestão do Convento de São Francisco sejam entregues a pessoa qualificada, recrutada em concurso público internacional”.

 

Hoje, dia 22 de março de 2016, a Câmara Municipal de Coimbra foi chamada a aprovar o programa para o Convento São Francisco (CSF) do próximo trimestre, com início marcado para 8 de abril de 2016!

Programa feito e contratualizado e até já divulgado nalguma imprensa local. Ou seja, aprovação apenas “para inglês ver”…

Em coerência, aliás, com a política desrespeitosa de afastamento dos vereadores sem pelouro e dos deputados municipais  de tudo o que tem a ver (para além de outros dossiês) com decisões sobre o CSF.

Obviamente que a nossa pretensão nunca foi, nem era, discutir o programa concreto, o que é tarefa de programadores qualificados.

Questionámos, isso sim, a total ausência de discussão prévia na CMC sobre a estratégia cultural para o CSF, quer no que respeita às linhas de  programação e aos públicos, quer quanto às relações com os agentes culturais da cidade, com vista a tornar o equipamento numa referência a nível local, regional e mesmo internacional.

Porém, a resposta mostrou-se coerente com a prática: não é necessária qualquer estratégia cultural, isso era do tempo do “António Ferro”! Até porque, como reiteradamente diz o Presidente Manuel Machado e novamente repetiu, o “caminho faz-se caminhando”. Sim. Planeamento, para quê? Definição programática seguindo uma linha de rumo estratégica, para quê? Relações institucionais claras e transparentes com os demais agentes culturais da cidade, para quê? Vai-se andando e logo se vê!

Em coerência, abstivemo-nos na votação do programa, de modo a não criar qualquer obstáculo à sua concretização, mas não abdicamos, como deixámos claro, de lutar pela definição estratégica e por que a programação e a gestão do Convento de São Francisco sejam entregues a pessoa qualificada, recrutada em concurso público internacional. Como garantia de sucesso para um equipamento com a dimensão, valor e qualidade  do CSF. Para que a seguir à “festa inaugural” não venha a decadência, uma decadência geral.

 

Coimbra, 22 de março de 2016

 

O vereador do CPC

José Augusto Ferreira da Silva

 

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One comment

  • Miseravel… Um investimento gigante para uma programação entregue a um lobista. Mais do mesmo. Um espaço condenado à nascença, pela falta de sensibilidade para alcançar novos públicos e levar cultura mundial à cidade do conhecimento. Esta programação é pior que a do Teatro Académico Gil Vicente, que já por si não consegue encher a plateia.
    Coimbra consegue ter público para encher uma sala destas ou até duas! Mas não se esqueçam que o público é exigente. Para terminar, prevê-se uma gigante sala com excelentes condições, às moscas por falta de programação. Só nos faltava mais um CAE no distrito de Coimbra para dar de comer a meia dúzia de parasitas….

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