O Município está “de costas voltadas para o tecido empresarial”

“CMC acusada por vereador de pôr a iParque ao abandono” é o título do trabalho do jornalista Rui Avelar/Campeão das Províncias na sequência de uma conversa com José Augusto Ferreira da Silva. Após reuniões com o iParque, Associação Empresarial da Região de Coimbra, Conselho Empresarial do Centro e  ACIC, o vereador eleito pelo CPC concluíu ainda que “a Câmara Municipal está alheada da necessidade de atracção de investimento para Coimbra”.  O texto está disponível aqui.

 

 

O vereador independente José Augusto Ferreira da Silva declarou, hoje, ao “Campeão”, que a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) age “fazendo de contas” que a sociedade iParque não existe.

A empresa, de que a autarquia é principal co-proprietária, está vocacionada para o desenvolvimento de um Parque de Inovação em Ciência, Tecnologia e Saúde.

O edil, eleito pelo movimento Cidadãos por Coimbra (CpC), e jurista estranha que esteja “suspensa, há perto de ano e meio”, uma sessão da Assembleia Geral daquela sociedade.

Segundo o vereador, os gestores da empresa, Paulo Mendes e António Magalhães Cardoso, encontram-se “sem apoio institucional da autarquia”.

José Augusto reuniu-se, há dias, com a Administração da iParque e com as direcções da Associação Empresarial da Região de Coimbra, do Conselho Empresarial do Centro – Câmara de Comércio e Indústria e da ACIC – Associação Comercial e Industrial.

“A Câmara Municipal está alheada da necessidade de atracção de investimento para Coimbra”, opina Ferreira da Silva, fazendo notar que a autarquia se encontra sem chefia no Gabinete de Apoio ao Investidor na sequência da escolha de Jorge Brito para secretário executivo da Comunidade Intermunicipal de que o concelho faz parte.

Ao declarar-se incrédulo com a postura da CMC, o vereador imputa ao presidente, Manuel Machado (PS), “desleixo e incumprimento dos deveres da principal accionista” da iParque.

“Um investimento desta natureza não pode pautar-se pela inércia”, opina José Augusto, em cujo ponto de vista “há falta de incentivos à implantação de empresas em Coimbra”.

O Município está “de costas voltadas para o tecido empresarial” e os parques de Eiras e de Taveiro encontram-se abandonados pela edilidade, conclui o vereador.

Em sessão da Assembleia Municipal (AM), há dois meses, a autarca Cristina Agreira acusou o presidente da Câmara de Coimbra de “dar-se ao luxo de nem sequer receber potenciais investidores”.

Membro da AM, eleita pela coligação “Por Coimbra “ (PSD – PPM – MPT), a professora do ensino superior apontou casos concretos, mas Manuel Machado replicou que a advertência peca por falta de precisão.

Neste contexto, o líder do Município instou a autarca a dizer nomes de empresas, embora ela tenha invocado, por exemplo, o da IBM.

“Não vou discutir interesses empresariais” de qualquer sociedade que rume a Coimbra, acrescentou o edil, aludindo a “investidores e investidores”.

De acordo com Cristina Agreira, a sociedade IBM queria investir em Coimbra e acabou por rumar a Viseu, que “ganhou em investimento tecnológico de ponta e em postos de trabalho altamente qualificado”.

A autarca aludiu, ainda, a “uma grande operadora de telecomunicações” e a uma empresa dinamarquesa, do foro tecnológico, como potenciais investidoras em Coimbra.

A docente enfatizou que não se trata de quaisquer sociedades, mas, sim, de “empresas geradoras de riqueza e de postos de trabalho”.

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