Comentário: “Esta solução (do Metro) tem de ser enquadrada numa febre eleitoralista”

José Augusto Ferreira da Silva esteve hoje a comentar a actualidade regional e nacional no Alvorada, da RUC. Falou sobre a lógica eleitoralista das recentes visitas dos ministros, a propósito do concurso para a nova maternidade recordou os problemas de estacionamento, referiu o caos do novo mapa judiciário, manifestou desconfiança com os números do desemprego em Portugal e destacou alguns dos assuntos que deveriam ser discutidos na campanha eleitoral. Podem ouvir excertos aqui.

 

O Alvorada desta terça-feira contou com o comentário à atualidade por José Ferreira da Silva, vereador da Câmara Municipal de Coimbra pelo movimento “Cidadãos por Coimbra”.

Poiares Maduro, ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, salientou ontem, em declarações à imprensa, que pode estar encontrada a solução para o Metro Mondego. Para Ferreira da Silva, as declarações enquadram-se numa lógica eleitoralista. Relembra que a solução proposta pelo ministro, o Bus Rapid Transit, já foi estudada pela atual administração da Metro Mondego, e posta de lado por razões técnicas. O vereador salienta ainda que não há nenhum exemplo mundial com características semelhantes, mas sem deixar de afirmar que o metro é uma obra estruturante e deve ser concretizada.

O anúncio do concurso para a arquitetura e edificação da nova maternidade de Coimbra mereceu também o comentário do vereador. Ferreira da Silva lembrou um problema antigo, o estacionamento no hospital, que será agravado com a junção de mais essa valência, e questiona como é que o Estado tem dois pesos e duas medidas nessa matéria.

O novo mapa judiciário colocou vários tribunais a mais de 100 quilómetros de algumas localidades, quando tinha definido que a distância máxima seria de 60. Ferreira da Silva exemplifica com o caso do distrito de Coimbra, que dois tribunais serem colocados em Soure e Montemor-o-Velho. O vereador refere que, se um habitante da Pampilhosa da Serra tiver que se deslocar a Montemor-o-Velho, a viagem total ultrapassa os 200 quilómetros.

Os recentes números do desemprego em Portugal não são claros para o vereador. Ferreira da Silva prefere, ao invés, que se faça uma estatística pela positiva, comparando o valor de empregos similares entre 2011 e 2015, para que então se possa ter uma ideia clara da evolução da situação em Portugal.

Em conversa estiveram ainda outros temas, como o início dos debates televisivos entre os candidatos dos partidos às Legislativas e quais deveriam ser, realmente, os assuntos em discussão na campanha eleitoral.

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