Assembleia de Freguesia de Santo António dos Olivais de 30 de Junho

Na sessão de junho da Assembleia de Freguesia de Santo António dos Olivais, o CPC esteve representado pelos/as deputados/as Luísa Bebiano, Jorge Martins e Manuel Frota.
Face à exiguidade da ordem de trabalhos (aprovação da ata da sessão anterior e informações), os/as nossos/as representantes optaram por intervir no período de antes da ordem do dia. Por isso, os três pediram a palavra.
Assim, o plenário iniciou-se com a intervenção do deputado Manuel Frota, que manifestou a sua preocupação e solidariedade com o povo grego. Declarou, nomeadamente, que “está em causa gente que viu as suas vidas desfeitas, alguns transformados em verdadeiros pedintes, pelo que não podemos ser insensíveis ao que está a acontecer”. “Falta solidariedade, grandeza e dimensão a esta Europa”, acrescentou.
Levantou, depois, dois problemas importantes para a freguesia:
– a eterna questão da falta de saneamento básico em alguns lugares da freguesia (que vem sendo levantada pelos eleitos do CPC desde o início do seu mandato), inquirindo se tinha havido algum desenvolvimento que desse esperança às pessoas;
– a situação do prédio da DIATON, “um mastodonte, que levou a que o passeio fosse completamente esventrado”. Considerou que, mesmo havendo um embargo à obra, deveria haver conserto do passeio e pintura do prédio.
Seguiu-se, no uso da palavra, o deputado Jorge Martins. Reafirmou a sua solidariedade com o povo grego e o seu governo e apelou à participação de todos/as na manifestação de 6ª feira seguinte, convocada pelo CSI (Coletivo Solidariedade Internacionalista).
Depois, deu conta de alguns problemas existentes na freguesia, a saber:
– o estado de acentuada degradação dos passeios na ruas Nicolau Chanterenne e António José de Almeida e na Travessa de Moura e Sá, que dificulta a circulação de pessoas com mobilidade reduzida;
– a vergonha que é a falta de limpeza do busto de António José de Alemeida (“parece que só é limpo nas vésperas do 5 de outubro”, declarou);
– o perigo para a saúde pública que constitui a falta de limpeza da chamada “mata do seminário”, situada na rua atrás do Café Trianon e junto a uma escola básica. Embora sabendo que existe um conflito de longa data entre o respetivo proprietário e a C.M. de Coimbra, fez essa chamada de atenção à Junta de Freguesia para que esta pressione o órgão municipal a encontrar uma solução;
– por sugestão de Natércia Coimbra, inquiriu sobre a possibilidade de criar um pequeno espaço ajardinado, com bancos públicos, num espaço situado na rua Francisco Sá Carneiro, atrás do prédio grande situado em frente ao pavilhão dos Olivais;
– por fim, solicitou à JF informações sobre o funcionamento da respetiva Comissão Social de Freguesia, nomeadamente: composição, regulamento interno e relatório de atividades de 2014.
– a falta de limpeza da mata, os eucaliptos a aproximarem-se das casas e os passeios levantados num troço da rua Brigadeiro Correia Cardoso;
– o caos no estacionamento junto do hospital (CHUC).
Para encerrar a intervenção do CPC neste período, falou a deputada Luísa Bebiano. Referiu as dificuldades que se deparam a quem, nesta cidade, quer sair à rua com um carrinho de bebé. Sugeriu, então, que fosse feito um mapeamento das áreas onde esse problema é mais agudo. Acrescentou que “uns poderão ser resolvidos pela Junta; outros terão de ir à Câmara” e manifestou a disponibilidade do CPC para ajudar a resolver o problema.
Depois das intervenções das outras bancadas, o presidente da JF respondeu, ponto por ponto, às questões levantadas. No que se refere às apresentadas pelo CPC, ei-las:
– “está atento à questão do saneamento”, tendo procurado sensibilizar a CMC, mas não passou daí;
– o prédio da DIATON pertence à SANFIL. A construtora faliu e deixou o passeio por acabar. Na parte de baixo, as paletes estão a ser desviadas por “amigos do alheio” (sic);
– os passeios não são da responsabilidade da JF, mas foram feitas reparações em 22. “Quando não podemos, pedimos à CM que tome providências”, afirmou;
– sobre o busto de António José de Almeida, declarou que nele não se pode mexer. Disse ainda haver dúvidas sobre a freguesia em que se situa (Santo António dos Olivais ou a União das Freguesias de Coimbra);
– a “mata do seminário” é privada, mas disse que, quando a JF tem conhecimento de problemas de saúde pública, comunica à Proteção Civil. No entanto, afirmou que esta deixou de poder notificar os privados, cabendo essa tarefa, em exclusivo, ao presidente da CMC;
– sobre o espaço da rua Francisco Sá Carneiro, referiu que enviou, há três meses, um ofício para a CMC, pedindo informações sobre os respetivos proprietários, mas ainda não recebeu qualquer resposta;
– relativamente aos passeios, declarou que a JF “tem procurado ir ao encontro das necessidades das populações”, dando o exemplo das obras efetuadas na Fonte da Talha;
– por fim, sobre a CSF, referiu que tudo o que a ela se refere se encontra no “site” da JF. No entanto, prometeu (e cumpriu, podemos acrescentar) que, no dia seguinte, enviaria, por “mail”, a sua composição a todos os membros da AF. Informou que ela possui uma comissão executiva restrita, com nove elementos, e um plenário mais alargado. E ainda que, até agora, recebeu 1000 euros (geridos pela CARITAS) e conta ir receber mais 2000.
Passou-se, então, ao período da ordem do dia.
A aprovação da ata, que sofreu algumas pequenas correções de pormenor, foi pacífica. Foi aprovada com 16 votos a favor e três abstenções (dos ausentes na referida sessão).
Finalmente, no ponto das informações, a JF fez um pequeno resumo das atividades desenvolvidas por cada pelouro na primeira metade do corrente ano e algumas das previstas para a segunda.
De entre as mais relevantes, destaca-se o otimismo manifestado pelo presidente da JF sobre a situação financeira da autarquia a que preside: “as contas estão perfeitamente equilibradas e continuamos a fazer todos os pagamentos a 30 dias”. Congratulou-se, ainda, com o aumento do valor da primeira “tranche” do IMI, “que permitiu algum desafogo na tesouraria”.
A terminar, informou que a próxima sessão da AF, a realizar em setembro, será feita, não na sede da JF, mas num local mais afastado do território da freguesia. Algo que resulta de uma deliberação aprovada em sessão anterior da AF, acrescentamos nós.

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One comment

  • Ireneu S. Machado

    Vem a propósito das carências da freguesia e de Coimbra.
    Segundo informação visual e “nética”, verifico que em Coimbra, existem apenas dois oleões: Um junto à sede da Junta de freguesia de S. A. dos Olivais e outro junto à estação Velha. Pouquíssimos. De acordo com as mesmas fontes, nas pequenas cidades de Cantanhede e de Mira, existem seis e cinco, respectivamente.
    Há que resolver esta carência que prejudica as boas práticas de cidadania, no que concerne à reciclagem e protecção do meio ambiente.

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