o que o Senhor Primeiro Ministro podia (e devia) ver em Coimbra

Texto da intervenção do Vereador José Augusto Ferreira da Silva na reunião do executivo camárario de hoje

Hoje temos Festa em Coimbra pelos 75 anos do Portugal dos Pequenitos. Festa perfeitamente justificada pelo merecimento da Obra e pelo que ela significa para as crianças do país e de muitos estrangeiros que nos visitam. Aqui deixamos os nossos parabéns à Fundação Bissaya Barreto e aos seus trabalhadores.

 

 

A pretexto da comemoração cá temos, mais uma vez, o senhor Primeiro Ministro. Feito o discurso de circunstância e terminada a festa, lá se irá o Senhor Primeiro Ministro à sua vida pregar a outra freguesia os méritos da ação governativa dos últimos 4 anos.

Em Coimbra, deixará a perturbação à agenda da CMC e pouco mais.

Mas eu julgo que o Sr. Presidente da Câmara tem o dever de, em nome de todos os munícipes, exigir mais desta visita.

E, assim, deve pedir-lhe que o acompanhe a visitar o “canal do Metro” para que se comprometa com a finalização desta obra; deve convidá-lo a visitar a baixa e a alta e nesta , por exemplo, a República do PraKystão e o edifício em ruínas do antigo Sousa Bastos, para ver o estado de degradação da cidade construída e exigir-lhe que invista o dinheiro necessário ao funcionamento da SRU e na sua imediata operacionalização; deve proporcionar-lhe uma visita guiada à Mata Nacional do Choupal para que possa tomar nota do trabalho que há para fazer e daí levá-lo pelas margens do Mondego, entre a ponte açude e a portela, com vista a tomar as medidas que se impõem para o desassoreamento do rio e a reconstrução dos fragilizados muros que ameaçam ruína; e a caminho de Lisboa, por favor leve-o ao Iparq para que ele se comprometa com a viabilidade desta estrutura empresarial, impulsionando a criação de emprego para os nossos jovens que ele, um dia, mandou emigrar. Outras visitas lhe poderiam ser proporcionadas, como por exemplo, às ruínas da zona industrial da Pedrulha, ao chamado Centro de Saúde da Fernão Magalhães, etc, etc. Mas essas poderão ficar já para um outro Primeiro Ministro a sair das próximas eleições.

Se assim for, senhor Presidente da Câmara, terá valido a pena o transtorno causado à agenda camarária.

 

José Augusto Ferreira da Silva

Coimbra, 8 de junho de 2015

 

 

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