Coimbra mais ou menos…

“É muito fácil colocar fibra ótica nas zonas densamente habitadas, o problema é que quando se está a atribuir acesso gratuito à internet na zona central é preciso ver que as condições de acesso  às populações periféricas estão muito más” alertou José Augusto Ferreira da Silva, na reunião de 27 de Abril de 2015, onde se falou do Sistema da Rede Coimbra +. O vereador apelou a que “a Câmara Municipal tomasse uma posição clara relativamente às operadoras, no sentido de elas tratarem o território com a maior igualdade possível e não apenas o seu interesse estritamente económico.”

Quanto ao Sistema da Rede Coimbra+ o Sr. Vereador [José Augusto Ferreira da Silva] saudou a ligação que foi feita, no entanto chamou a atenção para o facto de as empresas operadoras de telecomunicações serem extraordinariamente prepotentes, ou seja, têm obrigações de serviço público que reiteradamente não prestam e consideram que têm poder sobre tudo. Considera que a Câmara Municipal de Coimbra, dentro dos poderes que tem e da influência que tem de exercer, deveria questionar as operadoras. É muito fácil colocar fibra ótica nas zonas densamente habitadas, o problema é que quando se está a atribuir acesso gratuito à internet na zona central é preciso ver que as condições de acesso às populações periféricas estão muito más. Há sítios, designadamente onde há estabelecimentos comerciais e industriais, que têm necessidade da internet onde o acesso é reduzido porque as operadoras não investem como deviam na prestação de um serviço público. Chamou a atenção para que a Câmara Municipal tomasse uma posição clara relativamente às operadoras, no sentido de elas tratarem o território com a maior igualdade possível e não apenas o seu interesse estritamente económico. No que diz respeito às operadoras, o Sr. Presidente referiu que a parte do sistema da Câmara Municipal é garantida pelos seus serviços. Quanto aos exploradores de fibra ótica, a questão que está por resolver é a da taxa de direitos de passagem. Outra questão que está a notar-se ao longo dos tempos é a proliferação anárquica e inaceitável de cabos de fibra ótica. O que está a aparecer mesmo na periferia é uma parafernália de cabos colocados. Este é um problema que vai ter que ser resolvido por força legal. As telecomunicações têm uma proteção legal, mas não o têm para violar o património, incluindo o privado. Há um conjunto elevado de reclamações na Câmara Municipal por causa de violações por parte das telecomunicações ao património privado. Isto é preocupante e é difícil de controlar. Disse ainda que há uma equipa de técnicos especializados a tentar resolver o assunto.

 

excerto da acta da reunião de 27 de Abril de 2015

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