LUSA: Câmara de Coimbra quer auditoria a empresa municipal de turismo

A LUSA esteve na reunião da CMC de 27 de Abril de 2015.

A Câmara de Coimbra aprovou hoje, por unanimidade, uma proposta para solicitar à Inspeção Geral de Finanças (IGF) uma auditoria à Turismo de Coimbra (TC), empresa municipal que está em processo de liquidação.

Por proposta do vereador José Ferreira da Silva, eleito pelo movimento Cidadãos Por Coimbra (CPC), o executivo municipal (presidido pelo PS) decidiu solicitar uma auditoria sobre a forma como a empresa municipal de turismo foi “gerida ao longo dos tempos”, tanto no plano do “cumprimento do seu objeto social”, como a nível “económico, patrimonial, financeiro e do pessoal”.

De acordo com o vereador do CPC, elementos contabilísticos e relatórios de contas revelam que a empresa apresentou um resultado negativo no ano de 2013 da ordem dos 300 mil euros, “apesar de, aparentemente, a empresa só ter tido atividade em dois meses” desse ano, já que a deliberação da autarquia para a sua liquidação data de 04 de março de 2013.

“Há questões relativas ao património próprio da empresa e ao que por ela era gerido que importa esclarecer”, sustentou José Ferreira da Silva, que também entende que “importa esclarecer as questões relativas ao pessoal contratado e suas eventuais relações” com a Câmara de Coimbra.

Criada em agosto de 2005, por deliberação da autarquia, a TC centrava o seu objeto social principalmente na “criação, gestão e desenvolvimento da marca de Coimbra como destino turístico”.

No início de 2013, a Câmara “concluiu pela impossibilidade legal” da manutenção da empresa, face à legislação publicada no ano anterior (Lei 50/2012), tendo decidido liquidá-la.

Durante a reunião de hoje, o anterior presidente da Câmara e atual vereador João Paulo Barbosa de Melo, eleito pela coligação PSD/PPM/MPT, considerou que Coimbra tem motivos “suficientes” para ter “uma instituição especificamente virada para a promoção turística da cidade”.

Contudo, por força da lei, tornou-se impossível a manutenção da TC e “não foi evitável que ela acabasse”, reconheceu, recordando que a empresa foi criada antes de ele assumir a presidência do município (na sequência da renúncia do também social-democrata Carlos Encarnação, em dezembro de 2010).

A Câmara de Coimbra promove “todas as atividades que a TC realizava e mais algumas” outras, assegurou a vereadora responsável pelo pelouro do Turismo, Carina Gomes (PS), manifestando, por outro lado, discordância para com a política adotada por aquela empresa.

“Sou contra a postura da empresa TC, que participava em certames de forma separada da [Entidade Regional] Turismo do Centro e da Comunidade Intermunicipal. A política hoje seguida é de promoção integrada”, salientou a vereadora.

O executivo municipal de Coimbra é formado por cinco eleitos do PS, quatro da coligação PSD/PPM/MPT, um da CDU e um do CPC.

Retirado daqui

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