O compromisso com a cidade

Uma cidade ordenada para uma vida agradável das pessoas; uma cidade que honra o seu património e a sua memória; uma cidade que assume a ciência e o conhecimento como sua marca distintiva – estas foram três referências centrais no compromisso que o Movimento Cidadãos por Coimbra assumiu com a cidade. Em cada decisão queremos honrar esse compromisso.

Uma cidade ordenada para uma vida agradável das pessoas. Fosse Coimbra assim e toda a prioridade dos poderes nacionais e locais iria para a consensualização de uma política de mobilidade, de uma política de transportes, de uma política de turismo, rejeitando intervenções desgarradas, sem articulação umas com as outras, sem uma noção de rede que lhes dê suporte e sentido. Por isso o CpC votou contra a realização dos estudos que abrirão a porta para a instalação de uma linha de elétrico entre a Rua da Alegria e a Rotunda das Lages. O projeto é mau e não há estudos que o tornem bom. É mau porque quando Coimbra precisa de ordem se acrescenta casuísmo.

Uma cidade que honra o seu património e a sua memória. Fosse Coimbra assim e os poderes nacionais e municipais poriam todo o seu empenho em intervenções urbanísticas que resgatassem o melhor dessa memória, que devolvessem a Coimbra e ao país toda a nobreza do património que tem na Rua da Sofia o seu eixo de referência. Limpar o terreiro da Erva é importante, não cabe dúvida. Mas fazê-lo sem aplicar à intervenção requisitos de prudência máximos e sem a rodear de uma ambição de resgate das memórias arquitetónicas da cidade antiga que fomos (e, por isso, somos) repetindo erros terríveis feitos em toda a baixa de Coimbra e expondo o erário público a desgastes imprevisíveis por paragem de obras quando os vestígios arqueológicos começarem a surgir é uma tremenda falta de responsabilidade que repudiamos.

Uma cidade que assume a ciência e o conhecimento como sua marca distintiva. Fosse Coimbra assim e os poderes nacionais e municipais não regateariam esforços para que um equipamento de excelência como o Exploratório Infante Dom Henrique, que recebe uma média de 24.000 estudantes do ensino básico e secundário por ano, estivesse privado de abrir ao público um edifício pronto com instalações pedagógicas de altíssimo valor e um planetário com inestimável potencial de difusão de ciência. O Movimento Cidadãos por Coimbra levou esta urgência à Câmara Municipal como era seu dever. Não para que haja qualquer tratamento de favor. Mas para que a Câmara faça o que tem que fazer: defender a cidade pondo-se na primeira linha da criação de condições para que, quaisquer que sejam os problemas que se atravessam na frente do Exploratório, este equipamento possa dar expressão a toda a sua imensa riqueza técnica e humana, em benefício da cidade e do país.

Este foi o caminho que traçámos quando nos candidatamos e que foi sufragado por uma parte significativa do eleitorado e que, de forma coerente, temos defendido na Câmara  Municipal e na Assembleia Municipal independentemente de quem, a cada momento, ocupe o lugar em representação do CPC.

 

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