LUSA: Trânsito caótico em hospital de Coimbra exige estacionamento pago

A LUSA esteve no debate sobre Estacionamento e Mobilidade em Coimbra que promovemos ontem.

O especialista em urbanismo e transportes Álvaro Seco defendeu o estacionamento pago nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) como uma das soluções para os problemas de trânsito naquela zona da cidade, que é “um caos”.

O docente universitário e antigo vereador da Câmara de Coimbra, eleito pelo PS como independente, falava esta quarta-feira, ao final da tarde, num debate sobre “estacionamento e mobilidade em Coimbra”, promovido pelo movimento Cidadãos Por Coimbra (CPC).

“Tem de ser construído um silo automóvel” naquela área da cidade (Cruz de Celas), para estacionamento pago e que poderá ser entregue à iniciativa privada, mas com “preços predefinidos”, disse Álvaro Seco.

Além daquele empreendimento, será necessário introduzir o pagamento do estacionamento na área do hospital e zona circundante, disciplinar o trânsito e promover a “transferência de pessoas para os transportes públicos”, mas sem deixar de acautelar os direitos dos espaços residenciais e dos seus moradores, advertiu.

“O conjunto de equipamentos de saúde nesta zona” fazem com que ela seja equivalente a “uma cidade com 20 mil habitantes” e que, também por isso, exige uma gestão integrada e coerente com a realidade, advogou o ex-autarca e antigo presidente do Metro Mondego, cargo que abandonou em 2010 por divergências com o Governo sobre o futuro do projeto.

“A cidade está parada há 20 anos por causa do metro” e “não podemos continuar reféns” da sua criação”, afirmou Álvaro Seco, considerando que o aumento de capacidade de estacionamento a promover no imediato deverá ser projetado de modo a ser possível ajustá-la às necessidades no futuro, designadamente reduzindo-a, se o metropolitano, quando surgir, aliviar a pressão do trânsito na zona.

Além dos HUC, funcionam naquela zona o Polo III (Saúde) da Universidade, o Hospital Pediátrico, uma maternidade, o Instituto Português de Oncologia e várias clínicas, consultórios médicos e laboratórios.

Idêntica é a solução preconizada por Álvaro Seco para o Polo I da Universidade, na Alta histórica da cidade.

Na área da Universidade, classificada Património da Humanidade em 2013, já está, no entanto resolvida uma parte do problema, defendeu o arquiteto e também docente universitário José António Bandeirinha, pois trata-se de uma área onde os espaços públicos e particulares estão bem definidos e é, por isso, mais urbana.

“É preciso recaracterizar os espaços do ponto de vista urbano”, defendeu Bandeirinha, apontando o recinto dos HUC como um exemplo onde não é percetível o que é público, particular e semiprivado.

Preconizando a “integração” dos edifícios dos HUC no espaço urbano, desde logo com o desaparecimento de muros e caminhos “interiores”, Bandeirinha alertou para a necessidade de encarar, preservar e gerir o espaço como um bem público e finito, tal como a água, o ar ou a energia.

No debate, realizado no auditório da escola EB 2/3 Martim de Freitas, junto aos HUC, também participaram Francisco Amaral, na qualidade de residente naquela zona da cidade, e Maria José Marçal, enquanto funcionária dos HUC.

Retirado daqui

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