LUSA: Cidadãos por Coimbra critica autarca por informar partido em vez de vereadores

TEXTO DE JOÃO FONSECA / LUSA

O movimento Cidadãos Por Coimbra (CPC) está “surpreendido” com o presidente do município, por este ter dados informações sobre o centro de convenções numa reunião partidária, depois de as ter recusado à vereação camarária, apesar das solicitações.

“Fomos surpreendidos pelo presidente da Câmara, que, numa reunião partidária, no Convento de São Francisco [local onde está a ser construído o Centro de Convenções e Espaço Cultural de Coimbra], deu informações em relação a uma obra do município, que nunca tinha” revelado no seio do executivo camarário, afirmou o vereador José Augusto Ferreira da Silva, eleito pelo CPC.

A situação acontece depois de o presidente da Câmara, o socialista Manuel Machado, se “recusar sistematicamente a informar os vereadores” sobre o projeto e os seus objetivos, apesar das “insistências”, nesse sentido, feitas pelo CPC, sustentou José Augusto Ferreira da Silva, que falava hoje em Coimbra, numa conferência de imprensa do movimento.

A posição do presidente do município é, segundo considerou, “inconcebível” e “mina os órgãos autárquicos eleitos pelo povo”.

“O presidente da Câmara sempre recusou qualquer informação ou debate no seio da vereação sobre tais matérias, tendo escolhido, por ajuste direto, como é do domínio público, a empresa de um dos membros da sua lista candidata nas últimas eleições autárquicas para consultora”, salientou o vereador.

Manuel Machado visitou na terça-feira (“dia seguinte à última reunião” do executivo municipal), na companhia de autarcas do PS e a pedido do líder concelhio do partido, o futuro centro de convenções da cidade, tendo então anunciado, designadamente, que a obra ficará concluída, até final deste ano, e que “a discussão pública sobre a estratégia” e programação do novo equipamento será aberta em abril.

“Saudamos a anunciada discussão pública [sobre o Centro], mas não podemos deixar de denunciar o desrespeito pela Câmara Municipal e a apropriação partidária de relevantes assuntos municipais”, afirmou o vereador.

O Centro de Convenções precisa de “uma definição clara, com ampla discussão pública, dos fins a que se destina uma obra desta envergadura para que ela constitua, de facto, uma mais-valia para o concelho e para a região”, insistiu, sublinhando que é necessário “um concurso público para a escolha do gestor deste equipamento, em respeito pelas mais elementares regras de democraticidade e transparência”.

Foi nesse sentido que a Assembleia Municipal, na sequência de uma proposta do CPC, criou uma comissão de acompanhamento do projeto para o Convento de São Francisco, mas cujas obras essa comissão ainda não visitou, referiu Catarina Martins, membro daquele órgão.

Publicado aqui.

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