Coimbra, Capital Europeia da Cultura

Um texto de Isabel Prata sobre “Coimbra, Capital Europeia da Cultura em 2027” (disponível aqui), motivou comentários de José Luís Ferreira:
“Acho muito bem a ideia de 2027, mas parece-me que o raciocínio nem sequer existe se não se cumprirem meia dúzia de objectivos muito imediatos. Guimarães 2012 tornou-se possível porque houve um investimento consequente que começou bem mais de 12 anos antes, como propões agora, Isabel. Começou porque a cidade e a sua região estavam em perda de dinâmica económica, tout court, porque a indústria que lá se desenvolvia, que cruzava domínios de industrialização intensiva com outros, mais numerosos, que dependiam muito da sub-contratação e da economia familiar, estava em crise profunda. A aposta na recuperação do casco histórico e na sua classificação filiou-se muito claramente numa ideia de nova urbanidade que incluia as artes e a cultura como factor de recaracterização da cidade. O CCVF abriu em 2005, mas já era herdeiro de uma acção municipal na área da criação e da difusão artísticas que vinha bem de trás. E que não creio que tenha sido iniciada com o objectivo de vir a ser CEC. O facto é que o CCVF se impôs logo desde a abertura como um dos centros culturais relevantes no país porque foi alvo de um investimento importante em programação e estruturação técnica e administrativa. E que, com toda a evidência, Guimarães está a resistir ao pós-CEC bem melhor do que aconteceu no Porto.
Ou seja, se Coimbra não desejar já, já, ser um centro cultural importante no país, apostar de uma outra forma nos criadores locais, assumir uma vocação nacional e um desejo internacional no campo das artes (ou seja, investir a sério, dinheiro e vontade política), pode bem começar a pensar em 2042 (se ainda houver UE e capitais europeias da cultura, claro…)”
[26 de Fevereiro de 2015]
“… coisas da net! Cheguei a este post por causa de uma outra iniciativa dos Cidadãos por Coimbra e só agora reparei que a proposta e a sua discussão já tinham alguns meses. O meu comentário seria válido na altura, é-o muito mais agora…”
[26 de Fevereiro de 2015, actualização, uns minutos depois]

 

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