Cidadãos por Coimbra repudiam decisão do Governo de abandonar Metro Mondego

LUSA, 14 de Janeiro de 2015

O movimento Cidadãos por Coimbra repudiou hoje a decisão do atual executivo de abandonar o projeto do Metro Mondego e disse esperar que seja concretizado no futuro por outro Governo.

O Cidadãos por Coimbra (CPC) está “frontalmente contra esta posição do Governo”, confirmada na terça-feira pelo ministro-adjunto Poiares Maduro, disse à agência Lusa o vereador do CPC na Câmara de Coimbra, José Augusto Ferreira da Silva, sublinhando que o movimento vai continuar “a mobilizar os cidadãos para exigir que o metro ligeiro de superfície seja, no futuro, concretizado com outro Governo”.

José Augusto Ferreira da Silva afirmou que o projeto está “muito amadurecido”, não podendo ser “a vontade arbitrária de um Governo que pode alterar um projeto com esta relevância para a região”.

Para o vereador do CPC, o projeto “só tem sustentação se alcançar em Coimbra o CHUC [Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra]”, com um metro ligeiro de superfície, permitindo um “sistema de transportes mais rápido e eficaz”, capaz de “dar outra dimensão ao CHUC” e mais “condições de atratividade para Coimbra”.

Sobre a justificação de que o projeto não é financeiramente sustentável, José Augusto Ferreira da Silva referiu “que não há nenhum sistema de transportes públicos a nível mundial que seja para dar lucro”, considerando que essa justificação “é desculpa de mau pagador”.

O “zig zag” do Governo relativamente ao Metro Mondego “faz com que os cidadãos digam que os políticos são todos iguais e que não vale a pena votar”, apontou ainda o vereador do CPC.

O ministro-adjunto Miguel Poiares Maduro reafirmou na terça-feira que o projeto da Metro Mondego (MM) “não é minimamente sustentável” e disse que o Governo está empenhado numa solução diferente para o Ramal da Lousã, mas sem antecipar qual a opção tecnológica a definir.

Importa, na sua opinião, “abordar esta questão com alguma frontalidade”, para que não sejam “criadas falsas expectativas como no passado”.

Frisando que a opção a tomar “não será a solução originária” concebida pela Metro Mondego, o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional reiterou a necessidade de resolver o problema da ligação entre Serpins e Coimbra B, um ramal ferroviário que funcionava desde 1906 e que foi encerrado há cinco anos para permitir obras que visavam a implantação de um sistema de metro.

Há um mês, de visita a Miranda do Corvo, a convite da Fundação ADFP, liderada pelo médico social-democrata Jaime Ramos, porta-voz do Movimento Cívico de Lousã e Miranda do Corvo, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reiterou o empenho do Governo na reposição do transporte público entre Serpins e Coimbra, admitindo que a solução venha a passar por autocarros elétricos.

 

 

Retirado daqui

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