“Se Coimbra não acorda e não se divulga e não cuida de si, ficamos todos a perder! “

Contributo de Lino Galveias para o Jornalismo Cidadão

O meu nome é Lino Galveias, nascido e criado em Coimbra, mas resido em Vila Nova de Gaia há alguns anos. Estive, na semana passada, em Coimbra para matar saudades e fui dar uns passeios pela Alta e pela Baixa, perder-me pelas ruas, verificar os trabalhos ao nível de protecção do património…. mas fiquei incomodado com o estado da cidade.

Um ano e meio após a classificação como Património da Humanidade pela UNESCO, não vi uma única placa que indicasse o estatuto, seja na Baixa ou na Alta. E os visitantes não vão adivinhar isso. Depois o abandono de vários prédios e ruas quer na Baixa quer na Alta, como mostram as fotos. Mau estado de fachadas, e provavelmente também degradação dos interiores, ervas daninhas, caixas de ar condicionado (os 2 casos numa das fotos, tirada na Rua Ferreira Borges), além dos grafitos (como na foto tirada ao cimo da Escada do Quebra-Costas e muitos outros locais desde a universidade à Baixa).

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Não falo só de prédios de habitação mas também de património religioso, como a Igreja de S. Tiago, a Igreja de S. Bartolomeu ou a Igreja de Santa Justa.

Além da degradação vejo algumas actividades culturais muito interessantes promovidas por associações locais, bares, promotores culturais locais, mas só estes não chegam para que se faça com que Coimbra se evidencie no mapa (é preciso uma rede cultural – e de movida nocturna – mais sólida). Ainda no que diz respeito a cultura ainda vemos o que tem acontecido com o Centro de Congressos de S. Francisco e os seus atrasos, a estagnação industrial, a inacção da Associação Comercial e Industrial de Coimbra.

Há obras na Estação Velha para ter uns arranjos, mas nada disto é suficiente para acolher as pessoas que cá chegam de forma mais digna.

“Os olhos também comem” e os olhos de quem nos visitam comem estes aspectos da cidade que também marcam. Adoro Coimbra e procuro divulgá-la, mas é preciso muito mais, e é pena. Fica o meu reparo. Espero poder ver Coimbra mais sorridente e de aspecto mais doce para cidadãos e forasteiros que a nossa famosa pastelaria.

Se Coimbra não acorda e não se divulga e não cuida de si, ficamos todos a perder! Pois turismo é economia, conhecimento, experiência pessoal e sensorial, um enriquecimento. E nós queremos que Coimbra não seja só história conjugada no passado.

Cumprimentos a todos e viva Coimbra!

Lino Galveias

26 de Novembro de 2014

 

 

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