Cidadãos por Coimbra dizem que reabilitação do Terreiro da Erva é pouco transparente

O vereador do movimento Cidadãos por Coimbra (CPC), José Ferreira da Silva, criticou hoje [4 de Novembro, terça-feira] a Câmara de Coimbra de ser “antidemocrática e pouco transparente” na proposta de reabilitação do Terreiro da Erva.
“É essencial que se requalifique este espaço, mas não podemos pactuar com um procedimento antidemocrático e pouco transparente”, protestou José Augusto Ferreira da Silva, que falava durante um debate público sobre o projeto de requalificação do Terreiro da Erva, promovido pelo movimento independente.
O vereador do CPC defendeu uma maior “abertura e diálogo” por parte da Câmara no processo de discussão da proposta de requalificação, exigindo a realização de “uma sessão pública”, promovida pela autarquia, e em que participem os cidadãos.
“Há um abafamento da discussão pública”, sublinhou, apontando ainda para a aprovação, em reunião de executivo, de um prazo de 30 dias para discussão pública que, “até agora, não foi feita”.
Apesar disso, o CPC decidiu promover “à mesma esse debate”, que se realizou hoje no Terreiro da Erva e ao qual a Câmara recusou enviar um técnico para explicar o projeto.
Durante o debate, foi levantada a questão, por arqueólogos e por um historiador, de existirem vestígios da Igreja de Santa Justa-a-Velha no local onde está prevista a intervenção.
“A Câmara de Coimbra não pode fazer de conta que não há aqui nada”, frisou o vereador, considerando que o CPC “não pactua com uma solução” para o Terreiro da Erva que “ignore a presença destes vestígios”.
Os vestígios da igreja “não devem ser atirados para debaixo do tapete”, disse.
O líder da bancada do movimento na Assembleia Municipal, José Reis, afirmou que “há um executivo que delibera à força” a intervenção no Terreiro da Erva.
“Há pessoas que querem discutir” a requalificação daquele local e, “no entanto, não há ninguém [na Câmara] que seja capaz de vir mostrar” o projeto, protestou.
O diretor do Centro Porta Amiga da AMI (que está sediada naquele espaço), Paulo Pereira, alertou também para a necessidade de as instituições que estão presentes no Terreiro da Erva “serem ouvidas”.
“É estranho que não haja um contacto prévio”, apontou.
A Câmara Municipal de Coimbra anunciou em outubro que quer investir mais de 600 mil euros na requalificação do Terreiro da Erva, que se situa na baixa da cidade e passará a ter uma área verde com árvores.
A autarquia pretende “devolver ao Terreiro da Erva a dignidade” que um espaço inscrito na zona classificada Património Mundial merece, transformando uma zona “urbana desqualificada” e de “estacionamento excessivo” numa área de lazer, com esplanadas, informou hoje a autarquia, em nota de imprensa.

 

Texto da LUSA

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One comment

  • Nelson Argel Silva

    Bom dia.
    Existe algum avanço sobre estas obras? Datas, novidades?
    Idealmente o projeto será de maior valor para reanimar uma área mal frequentada, o que repele a atividade comercial, ninguém irá duvidar que a zona poderá ter um grande potencial de negócio na cidade. Numa perspectiva de turismo, este avanço será um “must” para Coimbra. Gostaria de saber mais sobre este projeto tão necessário.
    Boa continuação

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