RUC: CIDADÃOS POR COIMBRA PENSAM A CIDADE DE 2030

A jornalista Isabel Simões da RUC esteve no debate sobre A Cidade do Futuro e ouviu Carlos Fortuna sobre esta iniciativa. Para ouvir aqui.

“O movimento Cidadãos Por Coimbra (CpC) promoveu ontem à noite, no Salão Nobre da Associação Comercial e Industrial de Coimbra, a primeira sessão do ciclo “Coimbra 2030”.

A iniciativa contou com a participação do professor universitário António Dias de Figueiredo, dos jornalistas Fernando Madaíl e Mariana Oliveira e do arquitecto Nuno Grande, numa conversa sobre a “Cidade do Futuro” moderada pelo investigador Carlos Fortuna. O horizonte foi o ano de 2030.

No final, o moderador falou explicou a escolha da data de 2030.

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António Figueiredo falou da necessidade de a cidade ser capaz de “empreender” novas indústrias e lembrou, a propósito, o educador brasileiro Paulo Freire. Para o educador, a “pessoa, grupo ou instituição empoderada realiza por si mesma as mudanças e acções que a levam a evoluir” e Coimbra precisa de gente e instituições empoderadas, na opinião do professor universitário.

Fernado Madaíl falou da cidade “do queixume” em que o talento só é reconhecido quando é notícia nos órgãos de comunicação social de fora. A cidade onde não se reclama a passagem de Herberto Hélder – o maior poeta vivo – pela sua República “Palácio da Loucura” e onde a “Escola da Noite tem trabalhos tão bons como a Cornucópia”, mas que os Conimbricenses não vêem.

Manifestou por fim o desejo de que a Alta e a Baixa se envolvam “no desenho de uma cidade” onde as pessoas venham a um festival em pleno Verão, uma cidade com 15 vezes mais patentes, com um circuito cultural pelas casas dos vários escritores que aqui viveram, uma Universidade entre as 100 melhores da Europa ou um café Santa Cruz entre os melhores do mundo.

Carlos Fortuna explica que a cidade precisa de sair do “marasmo” e duma certa “letargia”.

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E foi de “pequenas coisas”, para usar dois termos usados pelo deputado municipal José Reis, que falou a jornalista Mariana Oliveira. Quando afirmou que uma “má rede de transportes públicos na cidade é um dos mecanismos mais perversos de exclusão” porque impede as pessoas de irem aos sítios onde as coisas acontecem.

A jornalista apontou ainda como coisa boa a existência do Mercado Municipal, onde as pessoas se interceptam e é possivel estabelecer relações de confiança à margem das relações codificadas. Concluiu dizendo que é “destes espaços de ócio” que a cidade precisa para que o “imprevisto possa acontecer”.

A iniciativa do Movimento Cívico Cidadãos por Coimbra visa promover o confronto entre várias formas de pensar a cidade, cruzando especialidades, actividades profissionais, formações académicas e experiências de vida diversas. As cidades precisam de projectos mobilizadores e de “liderança” – afirma o moderador.

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“A cidade não está completamente adormecida”, e a presença de “cerca de duas centenas de pessoas no debate” prova-o. A opinião é do moderador Carlos Fortuna.

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As cidades actuais “desfazem-se” e perdem a “alma”. Coimbra tem que encontrar uma plataforma de pessoas que “puxem por esta cidade”.

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O arquitecto Nuno Grande assumiu-se como um alguém que gosta de História e, por isso, lembrou os anos 30 do século passado em que a cidade foi “um laboratório das políticas do Estado Novo” com o “Plano da Alta”. Depois, depois já em democracia, as experiências continuaram, nos anos 80 e 90, com a construção dos pólos II e III, que tiraram gente do centro. Para o arquitecto é difícil imaginar um pólo I só de museus. Lembrou a importância das micro-organizações da cidade aprenderem a trabalhar em rede. Por fim, deixou o desígnio da cidade se mobilizar no sentido de que em 2027 Coimbra possa ser a cidade indicada por Portugal para Capital Europeia da Cultura.

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O Movimento de Cidadãos propõe realizar outras iniciativas entre Julho de 2014 e Julho de 2015, .

O Grupo de trabalho responsável pela organização global da iniciativa é coordenado pelo professor Abílio Hernandez Cardoso.”

Isabel Simões

 

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