LUSA: Movimento Cidadãos Por Coimbra promove ciclo de debates sobre futuro da cidade

O movimento Cidadãos Por Coimbra (CPC) vai promover até julho de 2015 uma série de debates para refletir sobre o futuro da cidade e de quem nela vive ou trabalha.

A necessidade de gerir e resolver problemas do quotidiano não deve “impedir uma reflexão cuidada” sobre o futuro da cidade, e “desta cidade em concreto”, e de “quem nela vive ou trabalha”, sustentou hoje Abílio Hernandez Cardoso, que falava numa conferência de imprensa para apresentação da iniciativa.

Sem aquela reflexão e “sem propostas a médio e longo prazo” que ela possa produzir, “a gestão do quotidiano corre o risco de resvalar para o aleatório e o inadequado”, alertou o professor universitário, considerando que “a obrigação de gerir o imediato não constitui” mais que uma “pequena parte” daquilo que os cidadãos devem exigir a quem governa a sua cidade.

“É urgente pensar o futuro de Coimbra no contexto de um Portugal marcado por dramáticas diferenças económicas e sociais e de um modo globalizado que tende a agravar ainda mais tais diferenças”, salienta um documento do CPC a propósito desta série de debates, denominada “Coimbra 2030. Pensar o futuro/Fazer a cidade”.

Mas com a iniciativa não se pretende “fazer esquecer a gestão do dia-a-dia, porque viver bem na cidade e viver hoje na cidade é essencial”, salientou José Augusto Ferreira da Silva, o vereador do CPC na Câmara de Coimbra, eleito nas autárquicas de setembro de 2013.

“Desde o estacionamento automóvel sobre os passeios e outras áreas pedonais aos buracos” no piso das ruas, desde a “falta de limpeza às passadeiras colocadas fora do local próprio”, tudo é essencial para a qualidade de vida de quem usa a cidade, mas também essa gestão do quotidiano deve ser feita em função de um projeto para a cidade, em função do “futuro que se quer para a cidade”, sublinhou o vereador.

A iniciativa pretende “promover o confronto entre várias formas de pensar a cidade, cruzando especialidades, atividades profissionais, formações académicas e experiências de vida diversas, que tenham em comum a capacidade de propor um desígnio para Coimbra, de forma a projetar a cidade do presente num futuro de cidadania plena, vivida numa realidade urbana solidária, inclusiva e sustentável”, sintetiza o CPC.

Sem pôr em causa as ações que, noutros planos, o movimento tem vindo a promover e projetadas, o ciclo de debates “Coimbra 2030” começa em 02 de julho, às 21:00, no SALÃO NOBRE DA ACIC, com uma sessão sobre “a cidade do futuro”, em que participam os docentes universitários António Dias Figueiredo e Nuno Grande, o jornalista Fernando Madail e a estudante e diretora de informação da Rádio Universidade de Coimbra, Mariana Oliveira, sob a moderação do sociólogo Carlos Fortuna.

Os dois debates seguintes, a realizar em setembro e em novembro, em espaços diferentes e com participantes a anunciar, deter-se-ão sobre os temas “Património Mundial: que farei com esta herança?” e “Habitar a cidade: porque se chama centro ao centro?”, respetivamente.

 

 

João Fonseca, Lusa, 19 de Junho

 

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