Ajustes directos na CMC

CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

CMC: Mais de um milhão de euros em meio ano de ajustes directos

 

Os ajustes directos feitos pelo Município de Coimbra ascendem a mais de um milhão de euros, só no primeiro semestre de 2014, disseram fontes camarárias ao “Campeão”.

Além da compra de um automóvel (Audi) e da contratação de uma empresa para prestação de serviços de assessoria de comunicação, a Câmara adquiriu serviços para as Festas da Cidade a uma empresa do cantor André Sardet (60 500 euros).

A sociedade J. Aidos, Consultoria e Gestão de Projectos, foi contratada para coordenação do projecto de implantação de um Centro de Convenções e Espaço Cultural no convento de S. Francisco.

Com voto de qualidade de Manuel Machado, a CMC fixou, há três meses, em 75 000 euros anuais (15 vezes mais) o poder discricionário do presidente para contrair encargos inerentes a aquisição de serviços. A medida foi aprovada com a cumplicidade do vereador da CDU, Francisco Queirós, tendo sido necessário desempate devido ao voto desfavorável dos edis do PSD e de José Augusto Ferreira da Silva (Cidadãos por Coimbra, CpC).

A autarca Catarina Martins (CpC) considera que “a política de ajuste directo serve, obviamente, a discricionariedade do poder camarário, que assim pode exercer uma série de favorecimentos e agradecer a quem ajudou a conquistá-lo, sem passar pelo escrutínio da oposição”.

“Não é por acaso que João Aidos é 10º. na lista do PS, podendo até, teoricamente, vir a aceder ao lugar de vereador”, opina Catarina Martins, assinalando que Sardet é autor do hino de campanha de Manuel Machado.

Segundo a autarca, “não foram precisos mais de oito meses de mandato para se perceber que nos Paços do Concelho não reina a transparência, não existe a política como serviço público, não se governa pelo interesse do Município e dos munícipes, mas sim em favor de interesses pessoais de quem exerce o poder e de um círculo restrito de quem o rodeou e rodeia”.

“Não nos surpreenderemos com mais ajustes directos, mas estaremos cá para o ajuste final”, adverte Catarina Martins.

A empresa de segurança privada 365, que era gerida por um militante do PS, é outra das beneficiárias dos ajustes directos.

 

 

 

Artigo publicado no Campeão das Províncias.

Declarações de Catarina Martins retiradas do texto “De ajuste direto em ajuste direto até ao ajuste final”

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