Depoimentos: Sofia José Santos

64987_10150713509775435_1786732053_nDizem que as cidades são pequenas pátrias que nos cativam e de onde os nossos afectos nunca saem. Nasci, em Coimbra, em 1981. Cresci com o lugar comum de que a única alternativa para quem é de Coimbra, por nascença ou vivência, é sair. Trinta e dois anos depois é ainda a minha pátria, mas já não vivo nela. Nos últimos seis anos, o tempo fora foi quase tanto quanto o tempo dentro. Somos feitos de retalhos – e ainda bem. Não é isso que está em causa, mas sim a impossibilidade de construir uma vida rica, diversificada e de oportunidades em Coimbra quando o ADN da cidade tem tudo isso para nos oferecer. As últimas gestões camarárias fizeram um plano para a cidade concentrado meramente nos grandes investimentos de centros comerciais e em parcerias privadas, esquecendo, precisamente a cidade e as suas gentes. Não é por se substituir o pequeno Girassolum por um Dolce vita ou fechar-se no caminho fácil da tradição pela tradição que a população de Coimbra desenvolve carreiras, economia, saber, que a baixa e a alta da cidade fortalecem o seu potencial, que o comércio tradicional se mantém, que a cultura floresce ou encontra lugar de destaque em roteiros de tournées nacionais. Mas é com tudo isto que as novas gerações se poderão instalar na cidade; é com tudo isso que quem em Coimbra já assentou, viverá melhor – para que servem a gestão das cidades se não potenciar a qualidade de vida de quem nelas mora? É preciso agitar as águas de Coimbra, torná-la na cidade que deu certo e não na promessa de um triunfo vindouro ou na saudade de uma efeméride estudantil – que o que tem feito é ditado a obrigatoriedade de saída para quem quer ficar. Do mesmo modo, no actual contexto, temos de pensar em alternativas e em pontos e formas de combate às políticas de austeridade do governo central. O Cidadãos por Coimbra é um projecto político de garra e arrojo, bonito – porque participativo e transparente – e ambicioso que cumpre estas duas missões. É um projecto das gentes e para as gentes. E eu acredito que em Coimbra podem viver duas escolhas de iguais oportunidades e felicidades: escolher ir e escolher ficar. No dia 29, saia da intermitência rosa e laranja, arrisque no novo, participe no novo e vote CPC – IV.

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