“Reforço do valor de Coimbra na região”

dossiê beiras 2013 09 19

 

Porque nos candidatamos, que pontos destacamos no nosso programa e que fraquezas apontamos na gestão recente do concelho. As respostas de José Augusto Ferreira da Silva publicadas hoje, no Diário As Beiras. 

P. Porque se candidata?

O movimento “ CIDADÃOS POR COIMBRA”, decidiu apresentar a sua candidatura por quatro razões principais:

primeira, porque a atual governação do país pela coligação de direita, com o seu desprezo pelos direitos dos cidadãos e pela miséria e desemprego a que tem conduzido o povo português, não pode deixar nenhum democrata e progressista indiferente; segunda, porque quase 40 anos de governo municipal em alternância entre o PS e a coligação de direita ( PSD/CDS/PPM) revelaram a mesma falta de estratégia para o desenvolvimento do concelho, a mesma incapacidade e subserviência face ao poder central, a mesma dependência dos interesses imobiliários e do grande comércio, em detrimento do interesse público: terceira, por ter um ambicioso programa de governação para o concelho, visando o seu desenvolvimento com vista à criação de maior riqueza, maior emprego, maior justiça social e à erradicação da pobreza e da exclusão; quarta, por ter sido capaz de constituir uma equipa de pensamento plural, com ambição, constituída por pessoas com larga experiência profissional nos mais diversos setores de atividade, e com um percurso cívico de dedicação à causa pública amplamente demonstrada e com disponibilidade para abraçar este desafio de governar o município de modo completamente diferente.

P: que pontos destaca do seu programa:

Do nosso programa destacam –se os seguintes pontos principais:

  1. a defesa da democracia, participação e transparência como pressuposto essencial a dar um novo rumo à governação.Com esse objetivo defendemos a criação do pelouro da participação cidadã, bem como a implementação do orçamento participativo. Defendemos a desburocratização dos procedimentos camarários e um combate sem tréguas à corrupção que tanto mal tem trazido ao concelho; defenderemos de forma intransigente os nossos recursos públicos, como a água, contra a sua privatização.

  2. o reforço do valor de Coimbra na região, no país e na Europa, de modo a torná-la numa cidade de nível médio europeu, dinâmica, culta e de bem estar.

  3. a requalificação urbana e repovoamento do centro através de uma intervenção de qualidade, regulada e com incentivos, de modo a permitir a instalação de famílias e de jovens, que possam arrendar casa a preços acessíveis. Propomos, por isso, uma AGÊNCIA MUNICIPAL DE ARRENDAMENTO, como forma de valorizar e gerir o vasto património subutilizado existente na cidade;

  4. a defesa de uma economia desenvolvida, geradora de emprego, que seja capaz de fixar os muitos jovens que todos os anos se formam na UC e nas restantes escolas do ensino superior. Simultaneamente, propomos a criação de uma Casa dos Saberes que possa formar, apoiar e estimular quem queira criar o seu próprio emprego ou lançar iniciativas de pequena dimensão. Proporemos medidas de incentivo ao Turismo, uma das fontes de rendimento com mais potencialidades no concelho, em articulação com a cultura e o património.

  5. uma política social, que permita acorrer à situação de emergência social vivida no concelho, de forma eficaz e sem desperdício, com vista à erradicação da pobreza e da exclusão social..

  6. Na cultura e património: lutaremos por valorizar o que de bom existe em Coimbra no campo cultural; privilegiaremos a relação com a Universidade; tudo faremos para que a CMC assuma a responsabilidade de valorizar o património agora reconhecido pela Unesco, com a ideia segura que também isso é essencial à economia da região e a um turismo de qualidade e rentável. Defendemos um concurso público de ideias para a gestão e programação do Convento de S. Francisco.

P: que pontos fracos destacaria na gestão que agora acaba?

Apesar das desajeitadas tentativas de demarcação, com propósitos meramente eleitorais, a maioria que governa a CMC é a expressão, ao nível municipal, da ruinosa política do atual governo, contrária aos interesses dos cidadãos e que tem criado uma situação de verdadeira emergência social; a opacidade da gestão camarária e a sua hostilidade à participação cidadã; a sua incapacidade para estimular a economia e atrair investimento gerador de emprego; a sua total incapacidade e mesmo subserviência para afrontar poderes como os da CP/ REFER/ EP/ ICNF, etc, que tantos prejuízos têm causado ao concelho de Coimbra.

José Augusto Ferreira da Silva 

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