Depoimentos: Jorge Martins

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Nasci e sempre vivi em Coimbra, embora trabalhe fora da cidade. Sou de um tempo em que ela era unanimemente considerada a terceira do país. Hoje, já não é assim: se, por um lado, outros centros urbanos cresceram muito rapidamente, por outro, Coimbra “adormeceu” e deixou-se apanhar ou, mesmo, ultrapassar. E isso não é dissociável das péssimas gestões autárquicas que temos tido, em especial nos últimos 24 anos (12 com o PS de Manuel Machado, 12 com a coligação PSD-CDS de Carlos Encarnação e Barbosa de Melo).

Porque sofro com o estado de decadência a que a cidade e o concelho chegaram e não me resigno a ter que escolher entre a peste (a atual maioria de direita) e a cólera (o regresso ao poder de Machado), aderi ao movimento dos Cidadãos por Coimbra (CPC) e candidato-me a um lugar na assembleia da minha freguesia.

Porque entendo que há que romper, definitivamente, com as lógicas de poder instaladas na Câmara Municipal e nas Juntas de Freguesia, com os interesses espúrios ligados ao imobiliário, que favorecem a corrupção, com o compadrio e o nepotismo na ocupação de cargos dirigentes, com o desprezo pelos cidadãos (exceto nas épocas de eleições) e com uma visão “coimbrinha”, paroquial e provinciana da cidade e do concelho.

Daqui resulta que não basta mudar as “moscas”, porque a podridão tenderá a manter-se. Era, pois, essencial construir uma verdadeira ALTERNATIVA de mudança, que não se limitasse a um conjunto de promessas vãs mas que apresentasse propostas realistas mas inovadoras.

A constituição dos CPC deu resposta às minhas inquietações. Encontrei um conjunto de pessoas inteligentes, lúcidas, com espírito crítico e com uma visão estratégica do município e dos seus problemas. E que, mesmo quando não estão de acordo, se mantém unidas por um forte espírito de companheirismo.

Para além disso, a defesa da participação cidadã, da afirmação nacional e internacional de Coimbra, da rutura com as atuais políticas urbanísticas, apoiando a reabilitação, as atividades produtivas, uma mobilidade sustentável, do reforço dos apoios sociais e da valorização da cultura e do cosmopolitismo constituem linhas programáticas nas quais me revejo inteiramente.

Apesar de, como cidadão, nunca ter deixado de estar atento à evolução da política nacional e local, há muito que não me envolvia na atividade militante. E, confesso, independentemente dos resultados, não me arrependo. Porque os CPC mostram que a política pode ser diferente!

Jorge Martins

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