Elísio Estanque: Porque é que sou candidato

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Sou candidato nas listas do movimento CPC porque esta foi a opção (uma opçao pessoal mas colectivamente assumida) para contribuir para elevar a cidade de Coimbra e a sua região ao lugar relevante que a mesma merece no contexto da sociedade portuguesa, na linha do papel histórico que ocupou ao longo de muitos séculos. Porque entendo, como muitos outros cidadãos e cidadãs, que as forças políticas do “stablishment” (PSD, PS, CDS) foram as principais responsáveis pela degradação do prestígio e dignidade de Coimbra, e, portanto, não merecem mais a confiança dos eleitores para promoverem o desenvolvimento, o emprego, a qualidade de vida, o património histórico, a ciência e a cultura, que devem constituir (todos esses domínios) prioridades na futura gestão autárquica da cidade.
Porque Coimbra merece uma nova liderança, uma nova ética ao serviço da causa pública, em que a criatividade, a transparência e a visão estratégica se imponham aos tradicionais compadrios, arranjos e interesses privados (quando não as atividades criminosas) que impunemente consomem os recursos públicos e desprezam os direitos, a dignidade e a inteligencia dos munícipes.
Estes são alguns dos motivos pelos quais decidi, desde a primeira hora, apoiar um movimento aberto, constituido por militantes multipartidários e por independentes. O movimento CPC não é anti-partidos nem contra ninguém. É pela cidadania ativa e pelo aprofundamento da democracia. Integrei o movimento depois do meu partido (o PS) insistir em propor uma candidatura “mais do mesmo” e um candidato cabeça de lista à CMC (Manuel Machado) sem chama, sem carisma e de duvidosa competencia para promover as mudanças de que a cidade carece. De resto, se os partidos de esquerda (inluindo também o PCP) quisessem realmente mudar o rumo de Coimbra teriam aceite o desafio inicial de encontrar um projeto amplo e participativo, aceitando a proposta que lhes foi lançada por este movimento. Infelizmente, em vez disso, seguiram o mero calculismo eleitoralista, preferindo, pelos vistos, uma migalha de poder (partilhada com as forças da direita, no caso, um pelouro na vereação da CMC), em vez de uma aposta na viragem à esquerda no poder local da cidade. Os cidadãos de Coimbra cá estão para julgar e democraticamente mostrarem a sua vontade. As forças e os recursos desta campanha são muito desiguais, mas não duvido que o movimento CPC é já uma surpresa e irá afirmar-se como uma força cidadã, com a qual os contabilistas de serviço terão de contar no futuro próximo.

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